Tuesday, 5 May 2015

Films released in Brazil

18 June 1967 - Lina Wertmüller's 'Rita la zanzara' (Rita, o mosquito) is finally released in Sao Paulo at Cine Metropole. 
8 January 1968 - the sequel to 'Rita o mosquito' , 'Non stuzzicate la zanzara' (Não brinque com o mosquito) is released in Sao Paulo barely 6 months after the original drew a great public to it. But this time there was no proper advertising and being released during summer vacations didn't bode well for it. It looked like the film distributor didn't even tell RCA Victor they were releasing it so RCA didn't bother to release its sound-track album either. A total PR disaster compounded with the Italian pop-music vanishing act. 

The musical numbers staged by Lina Wertmüller were first-rate. Even the newspaper ad claimed: 'A resposta italiana aos shows de Hollywood' (Italians answer to Hollywood's musicals). Conservative newspaper Estadao was lenient with both Pavone's movies but even so 'Não brinque com o mosquito' (Do not tease the mosquito) had the shortest run possible soon disappearing at suburbs's theatres differently from Gigliola Cinquetti's 'Dio come ti amo' that played at suburbs's packed houses for 5 straight years... a real breakthrough. 
... and when everyone thought there was enough of Rita Pavone at the movies... Fama Filmes announces 'Rita no West'... soon at Cine Olido...
15 July 1968 - but actually 'Rita no West' was shown at Cine Maraba instead... and Cine Regencia on Rua Augusta and Cine Goiás in Pinheiros... plus all those movie-houses shown in the movie-ad. Rita Pavone was competing with 'Bonnie & Clyde' and '2001 a space odyssey'... and dozens of Italian so-called spaghetti-westerns...




Wednesday, 22 April 2015

1964 Italian summer tour

These snapshots were taken by Gian Franco Randazzo's parents while he and other kids gathered around Rita Pavone in the resort town  of Chiavari just south of Genoa in July 1964

Rita & orchestra conductor-cum-pianist Stelvio Cipriani had just been back from a World & South American tour that had taken them through dozens of cities and months of hard work. Now they were back in Italy where Rita performed at Cantagiro 1964 as a non-competitor. 

Stelvio still accompanied her until Brazilian rock-combo The Clevers arrived from South America to take Stelvio's place and continue Rita's 1964 summer-tour of Italy. 
Stelvio Cipriani, Rita & children at Chiavari, south of Genoa in July 1964.
Rita with Gian Franco Randazzo the kid who's got the pictures... and Stelvio Cipriani. 
Stelvio Cipriani, Rita Pavone talking with Chiavari people plus Mamma Pavone looking on. 

Wednesday, 25 March 2015

Erasmo Carlos talks about Rita Pavone in 1964

Rita Pavone 25 July 1964 in Copacabana, Rio de Janeiro.

Chuva atrapalha o show que Carlos Imperial organizou em frente à TV Rio, em Copacabana, para badalar a ida de Rita Pavone à emissora, em 1964. 

Trecho do livro 'Minha fama de mau', de Erasmo Carlos, lançado pela Editora Objetiva em 2009, no qual Erasmo conta sobre um show impromptu que foi organizado por Carlos Imperial para saudar a passagem de Rita Pavone pelo Rio de Janeiro em 25 Junho 1964.

A chuva atrapalhou o show que Carlos Imperial organizou em frente à TV Rio, em Copacabana, para badalar a ida de Rita Pavone à emissora, em 1964. A ideia era, no dia da apresentação da cantora na TV, reunir uma multidão na rua, parando a cidade e impressionando os jornais. Um evento dispensável, afinal a cantora-fenômeno já era mais que badalada por si só. Não se falava de outra coisa. No rádio, nas festinhas e nos bailes, seus sucessos 'Datemi un martello' e 'Cuore' tocavam mais que 'Parabéns a você'. Seus clones se multiplicavam – cabelos curtos, botinhas, camisa branca de mangas compridas, calça preta e o indefectível suspensório.

Mas, como a cúpula da TV Rio pediu que Imperial se virasse para fazer algo que chamasse mais a atenção para Rita, ele correu atrás. Eu estava de bobeira em minha casa na Tijuca quando o telefone tocou. Era ele, gritando: - Figura, larga o que estiver fazendo e vem para a TV Rio agora! Telefona para quem você puder e manda todo mundo vir para cá para um grande show. Simonal e Marcos Moran já estão comigo.

Liguei para alguns amigos e saí a jato. Quando cheguei à emissora, logo ao saltar do táxi, já fui envolvido pela multidão. Imperial, nervoso, dava ordens aos berros, tentando organizar a bagunça. Aos poucos, os artistas foram chegando: Cleide Alves, Golden Boys, Trio Esperança, Roberto Rei (autor da adaptação do velho sucesso 'Ol' Man Mose' de Louis Armstrong 'História de um momem mau', sucesso com Roberto Carlos), Amilton, Selmita, Tony Checker e Gerson Combo entre outros.

O cast foi se encorpando, a aparelhagem foi ligada, a câmera colocada num lugar estratégico e, exatamente às 18h, começou o show no palco armado em frente à TV Rio. Enquanto a apresentação rolava, as pessoas que passavam por ali paravam curiosas para ver o burburinho, sem a mínima noção do que se tratava – como tudo foi feito na pressa, não havia cartazes pela cidade ou anúncios nas rádios. Com o acúmulo de gente, o trânsito também parou e começou o buzinaço. Em pouco tempo, o Posto 6, em Copacabana, já abrigava uma multidão.

Como tudo foi improvisado e a transmissão era ao vivo, às vezes entravam os comerciais com alguém ainda cantando e, quando voltava a aparecer o palco, a música já tinha acabado.

Uma chuva fininha começou a cair, causando certa apreensão. Mas mesmo com a garoa e sem a presença de muitos artistas, que estavam fora do Rio ou não foram encontrados, Imperial se saía bem. Apresentava os que chegavam, entrevistava o povão e convocava as pessoas para imitar a dança característica da Rita.

Na minha hora de cantar, não fiz por menos e entrei todo pimpão quando a banda atacou 'Terror dos namorados'. A emoção de quem está lançando uma música nova tomou conta de mim. Vibrava a cada compasso e a cada virada de bateria. Na parte da música em que a banda para, deixando soar os acordes para eu cantar “ eu beijo, beijo, beijo, beijo, beijo, beijo, beijo, beijo, beijo ... ” , o público foi à loucura, gritando sem parar. Confesso que me surpreendi com a reação e pensei comigo: “Caramba, estou agradando em cheio. O povo está gostando! Vou dar mais de mim.”

E dei. A visão dos pingos da chuva caindo sobre o facho de luz dos refletores, em contraste com o escuro do céu, tornava aquela demonstração de carinho emocionante para um iniciante como eu. A galera continuou pulando e me ovacionando cada vez mais. Agora também de braços erguidos, me saudando calorosamente.

De repente, caí do meu deslumbramento e despertei daquele sonho. Notei que os olhares, os aplausos e os acenos não eram para mim. E sim para alguém que estava no terraço da emissora. Virei meu pescoço num gesto brusco, olhei para o alto e vi, cercada pelo seu staff, a figura mignon de Rita Pavone, sorrindo e mandando beijinhos para a multidão ensandecida.

Anos mais tarde, em 1970, já famoso, a encontrei num show de Jorge Ben numa boate em São Paulo. Brinquei com ela:

-  Você lembra de mim naquele show de 1964, na porta da TV no Rio de Janeiro?

Após sua negativa, respondi:

-  Eu era um pingo da chuva que molhou você. 
Erasmo Carlos earlier in his career... and his 2009 memoires 'Minha fama de mau'.
Erasmo Carlos had been an early Rita Pavone connoisseur when he translated 'Alla mia età' for Denise Barreto's RCA single 'Na minha idade'.

Wednesday, 26 November 2014

August 1963 - RP's 1st record in Brazil


6 August 1963 - a little note in S.Paulo daily 'Diario da Noite' says: Rita Pavone the greatest European sensation has had her first disc released here; it is an extended-play  containing 'La partita di pallone', 'Come te non c'è nessuno', 'Alla mia età' & 'Clementine Cherie'.

Almost a year later - June 1964 - Rita Pavone visits Brazil and becomes a celebrity over-night.


26 June 1964 - S.Paulo daily 'Diario da Noite' says Rita Pavone would sing at a function promoted by them, but that was a bald lie since Pavone was under contract to perform at TV Record their concorrent. It's amazing how much the Brazilian could lie to the public and get away with.


27 June 1964 - 'Diario da Noite' keep on lying about Rita Pavone singing at 'Ouro para o bem do Brasil' (Gold for the good of Brazil) a civic campaign organized by the promoters of the Coup d'etat of 1st April 1964 that overthrew the democratic government of President João Goulart and installed a bloody Dictatorship that lasted a quarter of a century.


29 June 1964 - Rita Pavone finally paid her visit to the main building of Diarios Associados to donate something made of gold to the campaign 'Gold for Brazil's good'. 'Diario da Noite' finally tells the truth: Rita Pavone has spent just a few minutes at the lobby of the great hall, had a look at some of the jewlery given by other people and said 'Good-bye'.




Wednesday, 3 September 2014

1964 - 1965 Rita Pavone in Brazil


Rita Pavone & Paul Anka in a TV show in Germany in 1964
Rita was given a brand-new guitar by Giannini, the best manufacturer in Brazil
Rita sings at Teatro Record in São Paulo in April 1965.
in São Paulo in 1965
Rita and Mummy go to see a play in Rio de Janeiro in 1965.
at a collective interview in São Paulo in 1965.
Rita had a toothache in Rio de Janeiro in May 1965.
Rita in April 1965.
Brazilian press had a field-day with Rita 
Rita & her manager Teddy Reno that usually introduced her show at the theatre.
'Viva la pappa' introduced to Brazilians in April 1965 wasn't as successful as her rock tunes
more articles in magazines and Teatro Record 1964 booklet
Vandinha was one of many Rita Pavone look-alike 

Rita in Rio - 1965