Thursday, 26 May 2022

FANS in 1967

As we have seen at: https://ritapavoneinterview.blogspot.com/2011/04/rita-pavone-fan-club-history.html

1966 was the year Rita Pavone fans in Brazil came of ageAt least 5 new FCs were active in places like São Paulo, São Carlos-SP, Sorocaba-SP and God knows where else.

On 21st April 1967, a hard-core nucleus of Rita fans from Vila Clementino, Vila Madalena and Agua Rasa hopped on a Volkswagen beetle owned by the Jentsch family, driven by Roberto Jentsch aka Glú and headed for São Carlos-SP, 240 km northwest to finally meet in person the fans of that friendly town. Luís Fabio Miranda and Sonia Maria Oliveira were the most enthusiastic teens in town. There was also a girl named Sonia Regina who was part of the gang. It was arranged there & then that fans from the city of São Paulo would soon call a General Meeting of local fans on a given Saturday afternoon. We were a bunch of hard-working members of the Fan Club.

from top left to right clockwise: Walter Teruo Tsutsui, the owner of the house on Rua Girassol, Vila Madalena; Sandra Regina Pisani, who used to live on Rua Morato Coelho, Pinheiros; Silvia Paula Jentsch (Vila Clementino); Maria de Lourdes Pelaes (Ipiranga); Luiz Carlos Amorim (lived on Rua Simpatia, Vila Madalena) & Luiz Carlos Marra from Santana.

On 15 October 1967, a sunny Saturday - Rita Pavone fans from São Paulo had their First Fans' Meeting at Walter Teruo Tsutsui's house on Rua Girassol, Vila Madalena. In the photo Walter himself holds the sleeve of 'The International Teenage Sensation', Pavone's US album while Maria de Lourdes Pelaes aka Malú holds the Italian pressing of 'La vostra Rita', which I had receive by Air Mail from Alberto Mancini, a pen-pal in Rome a few weeks before. 

The other members were holding posters of Rita taken from Italian teen magazines i.e. 'Giovani', 'Big' that had fount their way into São Paulo and Rio's newsstands as of mid-1966. Those imported magazines were relatively expensive for teenagers like us but we managed to buy them somehow. Fans went the extra mile to get hold of those magazines with coloured posters of Rita. 

from top left clockwise: Claudete Delva (wearing glasses), Luiz Carlos, Walte Teruo Tsutsui, Luiz Carlos Amorim, Malú's niece, Silvia Paula Jentsch (who took these photos), Sandra Regina Pisani, Maria de Lourdes Pelaes aka Malú and Anadir. 
 
Outro fato que comecei a relembrar agora foi a Operação montada para guiarmos os fãs que não conheciam a zona de Pinheiros. Marcamos encontro com Malú, Anadir Rocha, Luiz Carlos Marra, Silvia, Claudete e alguns outros que acabaram não comparecendo, em frente ao Cine República, para de lá, embarcarmos num ônibus da Viação Santa Cecília, para Vila Madalena, que fazia seu ponto inicial ali. 

A casa do Walter Teruo, apesar de ser uma casa imponente com uma sala enorme, contendo piano e vitrola; a localização de tal imóvel era problemática, pois situava-se numa baixada, que só os moradores locais sabiam ter acesso. Sr Massao, pai do Walter, tinha construído uma rampa íngreme (com fundos próprios em parceria com alguns vizinhos) para o acesso de veículos vindos da Rua Harmonia - e era justamente por esse caminho particular que se chegava à casa dele. Essa foi a razão de eu ter ido até o Centro para "trazer o povo" que viria ao Incontro. They wouldn't ever find the place with no guide. 

Foi quase que uma mini "operação de guerra" para que o evento fosse realizado. Chegamos à casa do Walter todos juntos. Durante a viagem de ônibus da República até a Vila Madalena tivemos chance de conhecermos melhor os novos amigos. Havia representantes das 4 regiões da cidade: Zona Sul (Silvia e Malú), Zona Norte (Luiz C.Marra, de Santana), Zona Leste (Claudete Deleva, da Agua Rasa) e nós outros, Walter, Sandra Pisani de Pinheiros e Vila Madalena). 

Luís Fabio tinha planejado o Incontro minuciosamente, inclusive com uma lista de músicas a ser tocada em determinada ordem. Acho que, no fundo, ele achava que seria uma sessão de confraria secreta ('onorata società' de 'Siam tutti per uno'). Só que nada que ele esquematizou aconteceu. Quando todos nós (finalmente) chegamos ao local, o Incontro desenvolveu-se com sua própria dinâmica, totalmente independente das recomendações do Presidente do FC.  

Me lembro que "Abbiamo 16 anni" figurava prominentemente na lista fabiana. Imagina, uma música que nem era cantada pela "Pecosita", além de ser uma das menos favoritas entre os fãs. Não me lembro do relatório que enviei à São Carlos na 2a feira; provavelmente escrevi o que ele queria ler, mas posso te assegurar que aquela lista foi letra morta.

E pensar que um ano depois, 1968, tudo mudaria radicalmente. Rita sairia da RCA; a Jovem Guarda e música anglo-americana tornariam-se majoritárias no Brasil; Rita casaria com o empresário. Tudo mudaria naqueles próximos meses. Nós não tínhamos a mínima noção que estávamos para entrar no olho do furacão

Até minha amizade com o Walter teria seu ponto final ali. Aquele Incontro foi a derradeira atividade do Fã Clube. Em 1968 eu serviria o Exército, um ano perdido. Em Dezembro de 1968, o Brasil seria submetido a mais uma injúrida perpretada pela Junta Militar, a decretação do famigerado AI-5! Tudo escureceu! Essa foto mostra o último instante de felicidade que vivemos antes de cairmos numa realidade dura.

Doris Castro writes: Lu, my love, adoro tudo que você posta. Sou sua fã n. 1. Se eu tivesse conhecido o fã clube, seríamos amigos desde aquela época. Por coincidência, foi também em 1967, que eu me matriculei no Instituto Cultural Ítalo-Brasileiro, na Rua 7 de Abril, 230, 5o.andar, para aprender o idioma italiano e poder entender melhor as músicas cantadas pela Rita. O bom é que nos conhecemos na casa da Soninha de Oliveira em 1990 e somos amigos até hoje.  

Luiz Amorim writes: Oi, Doris, no fim foi bom assim, pois 1967, foi, praticamente, o último ano que segui a Rita. A partir de 1968, as amizades foram se desagregando e os teens começaram a se interessar por outros assuntos. Não sei como teria sido sua reação. Além do mais, a partir de 1968, minha saúde mental se deteriorou. Foram anos terríveis até eu me re-erguer em 1971, com minha ida aos USA. No fim, acho que nos conhecemos na época certa (1990), pois eu estava voltando a me interessar para aquele mundo encantado que tinha vivido em 64-65-66-67, que parece uma vida, mas foram apenas 4 anos. 

Em 1968 eu vi "Non stuzzicate la zanzara" e "Rita nel West", mas notava que já fazia as coisas meio automáticas, como se fosse uma obrigação. Quando Silvia abandonou a Rita devido ao casamento com o empresário, eu aproveitei o embalo e me dediquei ao cultivo da música anglo-americana e o tropicalismo dos baianos. A última música que eu, realmente, gostei, da Rita foi "Non dimenticar le mie parole" em inícios de 1968, que não foi lançada no Brasil. Toda sua produção musical na Ricordi é descartável, exceto, talvez 'Nostalgia', B-side of 'Zucchero' released in 1969

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